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    Imigração

    Francophone Mobility: a permissão de trabalho para quem fala francês

    7 min de leitura

    Quem começa a estudar francês pensando no Canadá costuma ouvir falar de duas portas. Uma é a chamada francófona do Express Entry, que leva à residência permanente. A outra é o Francophone Mobility, uma permissão de trabalho temporária. As duas usam o francês, mas pedem níveis diferentes e servem a momentos diferentes. Neste artigo, explicamos a segunda: o que é, quem pode usar e onde muita gente se confunde.

    O que é o Francophone Mobility

    O Francophone Mobility (em francês, Mobilité francophone) é uma permissão de trabalho do Programa de Mobilidade Internacional, identificada pelo código C16. O objetivo é levar trabalhadores que falam francês para as comunidades francófonas fora do Quebec.

    A grande vantagem é que ela é isenta de LMIA. O LMIA é a avaliação de mercado de trabalho que, na maioria das contratações de estrangeiros, o empregador precisa obter antes de contratar, e costuma ser a etapa mais cara e demorada. Sem ela, contratar alguém que fala francês fica bem mais simples para a empresa.

    Quem pode usar

    Pelas regras publicadas pelo IRCC, válidas para pedidos feitos desde 15 de junho de 2023, são quatro condições:

    1. Uma oferta de emprego fora do Quebec. O trabalho precisa ser em uma das nove províncias ou três territórios fora do Quebec. O Francophone Mobility não encontra o emprego: ele facilita a contratação depois que a oferta existe.

    2. Francês oral em nível intermediário. O IRCC pede que você comprove compreensão e expressão oral em francês equivalentes ao NCLC 5 ou mais. Só a parte oral conta: leitura e escrita não entram nessa exigência.

    3. Praticamente qualquer profissão. Vale qualquer categoria TEER da classificação canadense de ocupações, com uma exceção: ocupações de agricultura primária nas categorias TEER 4 e 5. Até 2023, só profissões mais qualificadas entravam.

    4. A parte do empregador. A empresa registra a oferta no Employer Portal do IRCC com o código C16, paga uma taxa de conformidade de 230 dólares canadenses e passa para você um número de oferta de 7 dígitos, que entra no seu pedido.

    NCLC 5 para trabalhar, NCLC 7 para a residência

    Aqui está a diferença que mais pesa no planejamento. O Francophone Mobility pede NCLC 5 só na parte oral. Já a chamada francófona do Express Entry, que leva à residência permanente, pede NCLC 7 nas quatro habilidades: compreensão oral, compreensão escrita, expressão oral e expressão escrita.

    Ou seja: o francês que abre a porta do trabalho temporário não é o mesmo que abre a porta da residência. Quem estuda pensando no longo prazo tem a ganhar se mirar no NCLC 7 desde o começo, e não só no mínimo do primeiro passo.

    Sobre a comprovação: a página do IRCC não lista documentos específicos. Na prática, a forma mais objetiva costuma ser um resultado recente do TCF Canada ou do TEF Canada, os exames de francês aceitos pelo IRCC para imigração. Confirme com um profissional regulamentado o que vale no seu caso.

    O que o Francophone Mobility não é

    Não é residência permanente. É uma permissão de trabalho temporária. Ela pode ajudar a construir o caminho para a residência, mas não garante.

    Não é uma permissão aberta. Ela fica vinculada ao empregador que fez a oferta. Para trocar de emprego, é preciso uma nova oferta e uma nova permissão.

    Não exige que o trabalho seja em francês. O que se pede é que você fale francês, e não que o emprego seja em francês.

    E a família?

    Muita gente lê que o cônjuge ganha automaticamente uma permissão de trabalho aberta. Não é bem assim. Desde 2025, para quem trabalha no Canadá sem estar num caminho de residência, a permissão aberta do cônjuge depende da ocupação do titular, que precisa ser TEER 0 ou 1 ou uma das ocupações TEER 2 e 3 listadas pelo IRCC. Depende também do prazo: a permissão do titular precisa valer pelo menos mais 16 meses quando o cônjuge faz o pedido. Cada caso precisa ser avaliado.

    Como ele se conecta com a residência permanente

    A experiência de trabalho no Canadá pode contar pontos no Express Entry e, em ocupações TEER 0 a 3, pode abrir a Canadian Experience Class. Somada ao francês em NCLC 7, ela também coloca você na fila das chamadas francófonas, que historicamente têm cortes bem mais baixos que as chamadas gerais. Mas o caminho exato depende do seu perfil: idade, formação, experiência, inglês e francês.

    Quer entender isso ao vivo? No workshop online e gratuito de 7 de novembro, a consultora Carolina Alencar da Silva, RCIC, licença CICC R710135, explica o Francophone Mobility, o LMIA e o Express Entry, e a Voix du Futur mostra o caminho do francês até o nível que cada porta pede.

    Garantir minha vaga

    Este artigo é informativo e segue as regras publicadas pelo IRCC em outubro de 2026. Regras de imigração mudam com frequência: para analisar o seu caso, procure um profissional regulamentado. A Voix du Futur é uma escola de francês e não presta consultoria de imigração.

    Fontes: IRCC, Francophone Mobility work permit: who can apply (página atualizada em 20/04/2026); IRCC, Open work permits for family members of foreign workers: who can apply (atualizada em 12/06/2026).

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